O mentalismo, e de onde ele vem
O primeiro princípio afirma que o universo é mental, sustentado na mente daquilo que o livro chama O TODO. A tese não nasce aqui: a primazia da mente sobre a matéria tem linhagem filosófica longa e respeitável, e Atkinson a recebeu pronta do meio em que escrevia. O que o Caibalion faz é nomeá-la e pô-la em primeiro lugar.
A correspondência entre os planos
“Como em cima, assim embaixo; como embaixo, assim em cima” é a formulação mais citada do livro — e uma das poucas que ele não inventou. Vem da Tábua de Esmeralda, muitos séculos antes. Vale notar que a versão do Caibalion preserva as duas direções, ao contrário da abreviação de três palavras que circula hoje.
A vibração, e o vocabulário que a ciência abandonou
É o princípio mais datado dos sete. Quando o livro foi escrito, descrever tudo como vibração soava moderno: o eletromagnetismo era recente e a física ainda trabalhava com um éter preenchendo o espaço. Esse quadro não sobreviveu ao século XX, e ler o princípio como medida em vez de metáfora é o erro mais comum que se comete com o livro.
A polaridade e a transmutação mental
Calor e frio, amor e ódio, coragem e medo não seriam opostos, mas graus de uma mesma coisa — e por isso a passagem de um ao outro seria possível. É daqui que sai a parte operativa da obra: o que ela chama de alquimia mental é a mudança deliberada de posição nessa escala.
O ritmo e a lei da compensação
Tudo oscila como um pêndulo, e a amplitude de um lado mede a do outro: quem goza intensamente sofre intensamente. Para explicar o desequilíbrio aparente entre dor e prazer numa vida só, o livro recorre à reencarnação — movimento que o leitor precisa ver, porque sem ele o princípio não fecha.
Gênero, que o livro insiste não ser sexo
O sétimo princípio trata o gênero como princípio de geração presente em todos os planos, sendo o sexo apenas sua forma no plano físico. O próprio texto se antecipa ao mal-entendido e adverte contra doutrinas que confundem os dois — é o princípio mais lido ao contrário.