O mundo tríplice
Agrippa divide o cosmo em três mundos — o elemental, o celeste e o intelectual — e dedica um livro a cada um. Este é o primeiro: o mundo sublunar, das pedras, plantas, animais e do corpo humano. Não é uma obra incompleta, é a base sobre a qual os outros dois se apoiam.
A virtude oculta
O conceito que sustenta o sistema inteiro: um poder que age numa coisa e que as suas qualidades elementares não explicam. Agrippa o atribui às ideias, transmitidas pela alma do mundo e pelos raios dos astros. Oculta aqui não quer dizer secreta — quer dizer que não se mostra na composição aparente.
A semelhança como método
Se as virtudes não se veem, como descobri-las? A resposta é a semelhança: uma coisa denuncia a sua virtude pela forma, pela cor, pelo comportamento. A isso Agrippa soma a amizade e a inimizade entre as coisas — o que se atrai e o que se repele — como segunda via de prova.
As correspondências planetárias
Nove capítulos distribuem plantas, pedras, metais, animais e até províncias inteiras entre os sete planetas. É a parte de efeito mais duradouro: a associação entre metais e planetas que a tradição ocidental repete até hoje passa por aqui, e daqui sai boa parte do vocabulário de correspondência posterior.
A imaginação como força operante
Um bloco tardio trata das paixões da mente: como alteram o próprio corpo e como podem agir sobre o corpo de outrem. Agrippa insiste na constância da mente como condição de qualquer obra — a operação depende de quem opera, não apenas do material empregado.
A virtude das palavras
Os últimos capítulos tratam do poder dos vocábulos, dos nomes próprios e dos encantamentos, e terminam na correspondência entre as letras dos alfabetos e os signos celestes. É onde a magia natural deste volume encosta na cabala que o terceiro livro desenvolve.